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Paraíba

Inclusão e impacto: SESI Museu Digital encerra projeto voltado à neurodiversidade com mais de 1,5 mil visitantes

Por Núcleo de Comunicação - Publicado 20 de maio de 2026

Experiência reforça a cultura como ferramenta de inclusão e consolida o museu como espaço de acolhimento e aprendizado


Após um mês de ações voltadas à escuta, ao acolhimento e à valorização das diferenças, o SESI Paraíba, por meio do SESI Museu Digital, concluiu, na última sexta-feira (15), as atividades do projeto “Experiências que Conectam: Cultura, Cores e Neurodiversidade”. A iniciativa alcançou 1.512 visitantes, entre alunos, educadores, cuidadores e familiares, envolvendo escolas públicas, privadas e instituições sociais de Campina Grande e de outros quatro municípios paraibanos.

Além de reforçar o papel do SESI na promoção da inclusão por meio da educação e da cultura, o projeto transformou o museu em um ambiente de troca de conhecimento e convivência. Os visitantes participaram de uma jornada imersiva que teve início com a contação de histórias conduzida pela atriz Suellen Maria, abordando a neurodiversidade de maneira lúdica e interativa.

Na sequência, os participantes realizaram visitas guiadas ao acervo do SESI Museu Digital, acompanhados pelos monitores do espaço, ampliando o acesso ao conhecimento em um ambiente adaptado e acolhedor. Outro destaque foram as rodas de conversa mediadas pela psicopedagoga Ana Maria Sobreira, no cinema do museu, que promoveram reflexões sobre a relação entre pedagogia e saúde mental de forma didática e acessível.

Encerrando a programação, as oficinas interativas conduzidas pela artesã Joseane Melo permitiram aos participantes expressar sentimentos e percepções por meio da arte, utilizando pintura, desenho, escrita e confecção de brinquedos artesanais.

“Esse projeto foi construído de forma muito participativa, permitindo que os alunos compartilhassem suas experiências por meio de diários de bordo e das telas produzidas durante as atividades. Todo esse material foi devolvido às escolas na culminância do projeto, para que os professores possam dar continuidade ao trabalho em sala de aula, seja com exposições, reflexões ou outras ações pedagógicas orientadas pela psicopedagoga”, destacou a coordenadora de Cultura do SESI Paraíba, Lizandra Alcântara.

A psicopedagoga Ana Maria Sobreira também ressaltou a relevância da iniciativa desenvolvida pelo SESI Paraíba.

“Esse projeto promovido pelo SESI mostrou que falar sobre neurodiversidade é falar sobre pessoas, acolhimento e inclusão. Conseguimos unir teoria e prática por meio de vivências que alcançaram crianças, adolescentes, famílias e profissionais, provocando reflexões importantes sobre como construir ambientes mais inclusivos dentro e fora da escola”, afirmou Ana Sobreira.

Para quem convive diretamente com a neurodiversidade, a ação também trouxe orientações importantes sobre como enfrentar o preconceito, especialmente no ambiente escolar.

“Projetos como esse, promovido pelo SESI Paraíba, mostram a importância de ouvir nossas crianças e adolescentes. Ver os alunos se expressando de forma tão livre e verdadeira foi transformador, porque a educação também acontece fora da sala de aula, em experiências que acolhem, escutam e fortalecem nossos jovens”, disse a educadora Aline Freire, da escola Arco-Íris do Saber, em Campina Grande, que foi uma das participantes do projeto.



Texto/Colaboração | Déborah Souza e Diego Araújo

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